BRASIL REGISTRA PIOR ÍNDICE DE PERCEPÇÃO DA CORRUPÇÃO

Imagem da Transparência Internacional

A luz vermelha acendeu de vez, cobrando uma postura da classe política e da sociedade em geral. Lamentavelmente o Brasil aparece em posição bastante delicada no novo Índice de Percepção da Corrupção do mundo (IPC).

Produzido pela Transparência Internacional desde 1995, o IPC avalia 180 países e territórios, atribuindo notas em uma escala de 0 a 100. Fácil de entender: quanto maior a nota, maior é a percepção de integridade do país.

O Índice de 2024 destaca a relação entre corrupção e mudanças climáticas, onde países com níveis mais baixos de corrupção geralmente demonstram maior preparo para enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.

De acordo com a escala apontada pelo IPC, o Brasil registrou apenas 34 pontos, ficando na 107ª posição, entre os 180 países analisados. Foi a pior nota e também a pior colocação do país na série histórica do Índice, iniciada em 2012.

O Brasil caiu dois pontos e perdeu três posições em relação ao ano anterior. Esse resultado significa ainda uma queda de nove pontos e 38 posições em comparação com as melhores pontuações do país, desde 2012.

Há dez anos, o país estava empatado com Bulgária, Grécia, Itália, Romênia, Senegal e Essuatíni (antiga Suazilândia). Desse grupo, apenas o Brasil e o Essuatíni estão com notas piores no índice deste então. Hoje estamos empatados com Argélia, Malauí, Nepal, Níger, Tailândia e Turquia.

Já os dez primeiros bem colocados no ranking internacional, ou seja, aqueles que estão melhorando, cada vez mais, o IPC, são: Dinamarca, Finlândia. Cingapura, Nova Zelândia, Luxemburgo, Noruega, Suíça e Suécia.

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